Até que ponto os pesadelos são normais?

De vez em quando pode ser normal, mas se for frequente pode ser sinal de que algo no dia a dia da criança não vai bem, veja o que observar

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Seu filho já acordou chorando de madrugada, completamente assustado, e você ficou sem saber o que fazer? Pois é, provavelmente ele teve um pesadelo. Na infância, os chamados sonhos maus são normais e, em princípio, não é necessário preocupar-se. Os bebês estão sujeitos a ter pesadelos a partir dos seis meses.

Quando isso acontece, choram e gritam até que alguém chegue para “socorrê-los”. Em idade pré-escolar, os pequenos correm, quase sempre, para o quarto dos pais, onde se sentem mais seguros. Quando ficam um pouco maiores, já são capazes de entender que apenas tiveram um sonho ruim e voltam a dormir em seguida.

A cada noite, uma pessoa chega a sonhar de quatro a cinco vezes. Os sonhos ajudam a mente a processar informações e projetos complicados. São sinais de uma mente ativa que coloca em ordem as experiências de vida. Embora as crianças possam ter pesadelos a qualquer hora da noite, à medida que crescem, os sonhos maus ocorrem mais perto do amanhecer, assim como os dos adultos.

Todos nós usamos sonhos e pesadelos para lidar com estresse, ajustes e pressões. Eles devem ser encarados como um termômetro, que serve para dar vazão aos medos, inseguranças, situações de conflito, angústia e ansiedade.

Segundo a especialista em psicologia clínica para crianças, Keila Gonçalves, os pais devem se preocupar apenas quando os maus sonhos tornam-se excessivos. “Nesse caso, os pesadelos podem ser o reflexo do sofrimento psíquico do pequeno, resultando em insônia e alimentando a insegurança e ansiedade da criança”.

Os pais devem averiguar, então, se o ambiente familiar está tenso ou se falta atenção ao filho. Crianças inseridas em uma rotina repressora e conflituosa tendem a descarregar nos sonhos todos os seus problemas, que acabam sendo uma válvula de escape no inconsciente, informando que algo não está bem. Diálogo e observação são fundamentais, porém, se o temor do pequeno interferir nas suas atividades durante o dia, o procedimento mais indicado é procurar um profissional da área.

Bebê chorando deitado na cama ao lado de seu ursinho - foto: Anna Grigorjeva/ShutterStock.com

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