Processo de nutrição e hábitos de uma doutrina alimentar para toda uma vida

Neurocientista com especialização em nutrição clínica, Fabiano de Abreu, tem artigo publicado na PUC Minas apresentando técnicas para uma alimentação divertida e prazerosa

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Foto Pixabay/Divulgação. 


Que a alimentação é uma das fases mais importantes no desenvolvimento durante a infância, isso não é segredo para ninguém. No entanto, seja por uma rotina carregada de atividades dos pais, ou o cultivo de hábitos errados ao longo de toda uma geração, é preciso compreender como este processo pode ser um momento prazeroso e fundamental para o progresso intelectual e físico daquela criança.

Cultivar o hábito desde o nascimento:

A respeito deste tema, o neurocientista e neuropsicólogo com especialização em psicopedagogia e nutrição clínica, Fabiano de Abreu, apresenta uma série de dicas fundamentais para que a alimentação infantil seja bem feita, e com meios para incentivar a criança a se alimentar bem sem impor quaisquer barreiras, traçando técnicas para incentivar a criança a comer todos os nutrientes necessários para seu desenvolvimento intelectual e físico. As orientações fazem parte de um artigo científico aprovado e publicado pela Universidade PUC Minas, onde, ele destaca, não só a necessidade de uma boa alimentação desde a gestação materna, mas também a necessidade de cultivar o hábito alimentar desde o nascimento. 

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Apresentação do prato:

Exemplo disso é quando Abreu, considerando a conveniência, preço e qualidade nutricional, sugere o uso de cores, texturas e formas nos alimentos nutritivos como meios para estimular a criança a comer. “Corte a frutas, vegetais e legumes em formato de imagens que lembrem um desenho animado ou crie uma fantasia sobre as figuras para entreter a criança enquanto ela se alimenta”, detalha.

Mas por que isso? Simples, o neurocientista detalha que “o que mais chama a atenção da criança em uma refeição, é, sobretudo, a forma de apresentação e a cor do alimento”. Isso explica a diferença de percepção que ocorre neste momento entre a mente de uma criança e a de seus pais ou responsáveis: “Talvez isto explique alguns conflitos caseiros tão comuns neste momento em família, já os adultos deixam-se cativar mais pelo sabor, cheiro e textura da comida”, explica.

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Não é um processo complicado. Fabiano de Abreu sugere que o prato da criança seja montado com um visual atrativo para ela, e isso certamente irá despertar sua atenção para o que está sendo oferecido naquele momento. “Monte, por exemplo, paisagens de natureza e animais. Para isso, use elementos, por exemplo, como rúcula, tomate, cereja, queijo e uvas. Monte combinações que possam envolver carne, legumes e frutas. Se desejar fazer um bolo, lembre-se de que há uma variedade enorme de nutrientes que podem ser colocados nele, dentre eles: aveia, espinafre, banana, ovos e farinha”, acrescenta.

Para um almoço ou jantar prazerosos, Fabiano sugere o uso de cereais: “As crianças gostam deles, e muitos são divertidos, além de possuírem bastante vitaminas.” Para aqueles que não aceitam qualquer tipo de comida, a recomendação do especialista é bem simples de ser executada: “Cozinhe os alimentos misturados. Inclua legumes e vegetais de forma disfarçada, por exemplo, e acrescente eles misturados com uma almôndega ou na sopa. O melhor nestes casos é preparar os alimentos que a criança não gosta triturados com outros que ela aprecia”.

Os pais devem dar o exemplo:

Abreu recomenda também que este processo deve-se iniciar não quando a refeição estiver sendo servida, mas sim ao ser adquirido: “Não leve para casa aqueles alimentos que façam mal, e, assim, nem a criança verá algo que não faz bem comer, como também o adulto vai evitar consumir este tipo de alimento. Caso leve a criança ao supermercado, não faça todas as vontades dela e não se esqueça de que a educação vem de saber dizer o ‘não’”.

Quando a criança estiver com sede, o conselho do neurocientista é bem claro: “Tente sempre dar água e não permita que ela seja substituída por outros líquidos. É importante não deixar criar um hábito de beber líquidos que não sejam água para matar a sede”, completa.

Mais informações podem ser encontradas no artigo de Fabiano de Abreu. A publicação já está disponível pela PUC Minas.

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