Perda de Líquido Amniótico

A perda do líquido amniótico é chamada de Oligoidrâmnio e não é tão rara. Cerca de 8% das grávidas têm oligoidrâmnio em algum ponto da gestação

publicidade

Gestante com as mãos formando um coração sobre a barriga - Foto: Pattraporn Panyachotirat/ShutterStock.com

O que é o líquido amniótico

Ele começa a ser produzido no fase embrionária da gestação e vem da água do corpo da mãe. O líquido amniótico desempenha um papel importante no crescimento e desenvolvimento fetal e protege o feto, o aspecto dele é claro a amarelo pálido e contém proteínas, nutrientes, hormônios e anticorpos. Já é grande o conhecimento acerca de algumas de suas importantes funções, como a de amortizar o ambiente fetal contra traumas, e suas propriedades antibacterianas.

Semanas x qualidade x quantidade

Nas primeiras semanas de gestação, o líquido amniótico é um simples ultrafiltrado do plasma materno. Pequenas moléculas ou solutos como sódio, potássio e ureia passam facilmente pela membrana, sendo a concentração dessas substâncias muito semelhante à do plasma materno. Substâncias de maior peso molecular não passam facilmente a membrana amniótica, de modo que concentração proteica no líquido é bastante inferior quando comparada com o sangue materno. Ao final do primeiro trimestre a composição do líquido amniótico começa a mudar, passando a se assemelhar ao plasma fetal, equilíbrio esse conseguido através da volume de líquido da cavidade amniótica.

Líquido amniótico aumenta drasticamente a partir da:

  • 10ª semana para 250ml
  • 16a semana e para aproximadamente 500ml
  • E na 20ª semana (aumentando em torno de 10ml/dia).
  • Na 28a semana tem volume aproximado de 800ml, atingindo um platô quando alcança 1000 - 1100ml, com 34 semanas.
  • A partir da 34 semana, o líquido amniótico decresce, retornando para 700-800ml ao nascimento

Problemas no líquido amniótico

Os problemas com o líquido amniótico incluem ter demasiado ou muito pouco líquido amniótico e infecção do líquido, da bolsa amniótica e/ou da placenta (um quadro clínico denominado infecção intra-amniótica).

Complicações da gravidez, como ter demasiado ou muito pouco líquido amniótico, são problemas que ocorrem apenas durante a gestação. Elas podem afetar a mulher, o feto ou ambos e surgir várias vezes durante a gestação. No entanto, a maioria das complicações da gravidez pode ser tratada.

O excesso de líquido amniótico pode dar origem a vários problemas na gestante:

  • Diabetes em gestantes
  • Mais do que um feto
  • Anticorpos anti-Rh para o sangue do feto produzidos pela gestante (incompatibilidade de Rh)
  • Defeitos congênitos no feto, especialmente um esôfago bloqueado ou defeitos do cérebro e da medula espinhal (como espinha bífida)
  • Outros distúrbios no feto como, por exemplo, infecções ou uma doença genética
  • Problemas respiratórios graves.
  • Sangramento vaginal
  • O trabalho de parto pode ter início precocemente, antes da 37ª semana de gestação (trabalho de parto prematuro).
  • As membranas ao redor do feto podem se romper precocemente (um evento denominado ruptura prematura das membranas).
  • O feto pode estar em uma posição ou apresentação anômala, o que, às vezes, exige a realização de parto por cesariana.
  • O cordão umbilical pode sair da vagina antes do bebê (um evento denominado prolapso do cordão umbilical).
  • A placenta pode se desprender das paredes da vagina precocemente (um evento denominado ruptura prematura da placenta)
  • O feto pode morrer.

Enquanto pouco líquido amniótico pode dar origem a outros problemas:

  • Caso a quantidade de líquido esteja bastante reduzida, o feto pode ser comprimido, causando deformações nos membros, nariz achatado, queixo recuado e outros problemas.
  • É possível que os pulmões do feto não amadurecem normalmente. (A combinação de pulmões não desenvolvidos e deformidades é denominada síndrome de Potter.)
  • O feto talvez não consiga tolerar o trabalho de parto, o que torna necessário o parto por cesariana.
  • O feto pode morrer.
  • O feto talvez não cresça tanto quanto o esperado.

A gestante poderá notar que o feto não está se movendo tanto quanto se movia no início da gravidez.

Na avaliação médica pode haver suspeita de demasiado ou muito pouco líquido amniótico, quando o útero estiver excessivamente grande ou pequeno quando comparado à duração da gestação.

Exame do líquido amniótico

O exame serve para detectar e diagnosticar determinados defeitos congênitos, doenças genéticas e anomalias cromossômicas em fetos, principalmente se os testes de triagem gestacional forem anormais; para avaliar a maturidade pulmonar fetal, para diagnóstico e monitoração de doença hemolítica em fetos.

A análise do líquido deverá ser feita entre 15 a 20 semanas de gestação para os testes para doenças genéticas, anomalias cromossômicas e defeitos do tubo neural; quando houver um aumento do risco de parto prematuro, após 32 semanas para avaliar a maturidade pulmonar fetal; quando houver suspeita de doença hemolítica no feto, aproximadamente a cada 14 dias.

Fontes:
scielo.br
femina-2019
Manuel MSD
Labtestes


publicidade
publicidade
publicidade