Livro: Conversando com casais grávidos

Conversando com casais grávidos propõe a redefinição do papel do homem na gestação.

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Apesar de todas as mudanças ocorridas nas relações amorosas ao longo da existência humana, sempre haverá homens e mulheres dispostos a viver juntos e a construir uma família. A obra Conversando com casais grávidos analisa aspectos dessa relação homem–mulher: do momento em que se apaixonam até a formação e crescimento da família com o nascimento dos filhos. Escrito pela psicóloga Teresa Garbayo dos Santos, o livro – que é resultado de estudos e da experiência em consultório – é composto por minitextos que convidam os leitores ao diálogo e à reflexão. Com clareza e simplicidade, a autora aborda inseguranças, ansiedades e interrogações que caminham lado a lado com as alegrias inerentes ao processo de maternidade e paternidade. Conversando com casais grávidos, que conta com ilustrações de Aliedo Kammar, integra o portfólio do selo EDU da Primavera Editorial.

A participação do homem como cúmplice da parceira desde o início da gestação é um dos pontos mais significativos da obra e torna-se um tema que permeia toda a narrativa. Segundo Teresa, a gravidez tem sido pensada e vivida como um tempo basicamente da mulher – um tempo de afirmação da feminilidade dela e capacidade criadora feminina. “Na prática, os nove meses são equivalentes aos 15 minutos de fama, ou seja, vários focos de luz incidindo sobre a gestante. Mas, as mulheres contemporâneas querem mais do que luzes e aplausos. Elas querem um forte envolvimento dos parceiros com a gravidez e se ressentem ao perceberem que, mesmo quando desejam participar, eles ainda mantêm certo distanciamento”, detalha a autora, acrescentando que “a verdade é que os homens, culturalmente condicionados, parecem não saber o que fazer e terminam se comportando como penetras em uma festa que deveria ser deles também.

Livro: Conversando com casais grávidos

Na obra, Teresa Garbayo dos Santos propõe que o conceito de gravidez seja ampliado para incluir efetivamente o homem e torná-lo cúmplice da mulher nesse processo, subvertendo a visão tradicional. “Isso significa perceber e valorizar um novo e crescente interesse masculino em pensar o casamento e as questões relativas à gestação, ao parto e à educação do filho esperado. E, acima de tudo, a sua alegria ao se sentir incluído, ao fazer parte dessa nova tribo que não tem medo de viver a afetividade”, ressalta.

De acordo com a psicanalista Stella Olyntho, autora da orelha: (…) “No cenário atual em que a estrutura familiar passa por profundas transformações, interferindo nos papéis do homem, da mulher e em suas relações interpessoais, este livro traz à luz o valor dos afetos, da comunicação e do cuidado com o outro na estruturação de uma família, assim como nas relações humanas.” 

Embora a temática central seja dirigida a casais grávidos, a obra também é indicada a pais de filhos pequenos, sobretudo pelos capítulos relativos à educação. Conversando com casais grávidos reflete sobre os vários momentos do ciclo familiar, com as dificuldades e alegrias a serem vividas e as mudanças a serem feitas para manter a funcionalidade.  “Tenho tido um feedback interessante de mães e pais que têm filhos pequenos. O mais apaixonado foi o de uma jovem advogada, casada e mãe de uma bebezinha com cinco meses. Ela adorou o livro e o recomendou vivamente não só para grávidos, mas para  os que têm filhos pequenos. Outros pais já me disseram que deveriam ter lido o livro antes”, afirma a autora. 

TRECHOS DO LIVRO

Introdução/prefácio

(…) “Espero que este livro – reflexo, por um lado, de meus conhecimentos como psicóloga e, por outro, de minhas vivências como mulher, mãe e avó – possa contribuir para que o homem descubra, desde o início da gestação, que a festa é dele também. Se em vez de uma mulher grávida e um homem próximo-distante, tivermos, enfim, um casal grávido, começando a viver juntos a incrível aventura da construção de uma família, acharei que valeu a pena tê-lo escrito.

Página 27

(…) “Todos nós levamos para o casamento um baú cheio de expectativas, desejos e fantasias. Permitir que o companheiro, com a nossa ajuda, desvende o seu conteúdo é  a melhor forma de viver a união com bases sólidas.

Página 44

(…) “A espera de um filho não é apenas a barriga da mulher crescendo. É a vida do casal se reestruturando para recebê-lo. É a rotina do dia a dia se alterando, papéis sendo criados, e funções, modificadas.

Página 73

(…) “Após o nascimento do neném, continuem se chamando pelo nome. Não se esqueçam de que mamãe e papai são papéis, não identidades.

Página 102

(…) “Ao cuidarem do seu filho, vocês reviverão as suas infâncias. Seus pais, tenham sido bons ou não, funcionarão como modelos. Aos poucos, vocês construirão um modelo próprio, fruto das experiências passadas e do aprendizado com esse filho.

Página 129

(…) “Não prometam o que não será cumprido, nem ameacem castigos a todo o momento. Promessas vazias e ameaças, além de nada resolverem, não combinam com um diálogo franco e respeitoso, base da verdadeira autoridade.

FICHA TÉCNICA

Categoria: Psicologia

Ilustrações: Aliedo Kammar

Formato: 15 cm X 18,4 cm

Páginas: 146 páginas

Acabamento: brochura

ISBN: 978-85-61977-46-7

AUTORA

Teresa Garbayo dos Santos é formada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui cursos de extensão pela Escola Brasileira de Psicologia e Etologia, e pelo Núcleo-Pesquisas, no qual foi coidealizadora do VídeoFamília – espaço de estudo e discussão de casos clínicos gravados em vídeo. Teresa participou como conferencista do IV Simpósio de Terapia Familiar Sistêmica e do I Simpósio Latino-Americano de Terapia Familiar Sistêmica, organizado pelo Núcleo-Pesquisas, no qual discorreu sobre “Terapia familiar breve e prevenção pré-natal” em parceria com Vera Lucia Kozlowski. A psicóloga assinou a coluna “Psicologia é Notícia”, veiculada pelo jornal Tribuna da Imprensa.

Site: www.primaveraeditorial.com.br

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