Coronavírus na gestação

Gestantes devem ficar em casa, mas não podem perder consultas de pré-natal e exames. Veja outras recomendações, que incluem a tomada da vacina antigripal

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Dra. Mariana Rosario, ginecologista, obstetra e mastologista, diz que as grávidas devem seguir determinados protocolos de cuidados para terem tranquilidade neste momento de pandemia

Dra.  Mariana Rosário

Ginecologista, Obstetra e Mastologista. CRM- SP: 127087. RQE Masto: 42874. RQE GO: 71979

A orientação do Ministério da Saúde para todos os brasileiros, diante da pandemia da Covid-19, causada pelo coronavírus, é que todos fiquem em suas casas, evitando contato com outras pessoas. Para as gestantes, a orientação é a mesma – mas, elas precisam de cuidados que vão além disso. A obstetra Mariana Rosario, membro do corpo clínico do hospital Albert Einstein e pesquisadora da Faculdade de Medicina do ABC, comenta que as gestantes são naturalmente imunodeprimidas, pela própria condição da gravidez. “O corpo humano baixa a imunidade da mulher para que ela não crie anticorpos que rejeitem o feto, um ‘corpo estranho’ que está em desenvolvimento. Por isso, ela tem baixa imunidade. Trata-se de um período em que o organismo fica propenso a adquirir doenças virais e bacteriológicas com mais facilidade e também não consegue combatê-las adequadamente. Como as gestantes não podem ser tratadas com medicamentos comuns, porque a maioria deles não foi testada nesta população, é difícil tratar algumas doenças sem causar mal ao bebê. Imagine num caso como o do coronavírus, que não tem nem sequer medicamento próprio ainda! Então, o melhor conselho é evitar a contaminação”, alerta a médica.

A médica também aconselha as gestantes a tomarem a vacina contra a gripe, que começa a ser disponibilizada nos postos de saúde e clínicas particulares. “Sempre evitando as aglomerações e horários de pico de atendimento, claro”. 

Pré-natal não pode parar 

Apesar de o conselho ser o de ficar em casa, o pré-natal e os exames das gestantes não podem ser interrompidos. Por isso, a Dra. Mariana segue um protocolo, em seu consultório, que permite que elas sejam atendidas:
  • As consultas são realizadas com intervalo de 1h00 a 1h30, o suficiente para que haja toda a higienização do ambiente.
  • Apenas a médica e uma assistente recebem a gestante, que é aconselhada a ir sem acompanhantes.
  • A Dra. Mariana atende usando máscara, já que circula por hospital, na realização de partos, e essa medida serve para evitar a contaminação das pacientes.
  • No próprio consultório, a médica já realiza o ultrasson, de maneira a minimizar a ida a laboratórios.
  • Se for preciso colher exames laboratoriais, ela aconselha as gestantes a marcarem horários em laboratórios que sejam mais vazios e informarem da gestação.
“A ideia é que as gestantes não precisem procurar hospitais. Por isso, meu consultório e celular ficam à disposição, caso elas precisem de algum atendimento emergencial”, diz a especialista.


Para sair de casa...

Na hora de sair de casa, não é necessário que a gestante use máscaras e luvas. “Apenas quem precisa usar são os profissionais de saúde e quem está com suspeita de contaminação ou já contaminadas”, diz a médica.

Se for ao supermercado, tem que seguir um protocolo de higiene:
  • O ideal é que o supermercado higienize as esteiras dos caixas. Fique atento e peça isso ao estabelecimento.
  • Coloque todos os produtos em sacos plásticos.
  • Ao sair de do supermercado e entrar em casa, higienize as mãos com álcool em gel.
  •  Ao chegar em casa, higienize cada saquinho de supermercado com álcool, antes de guardá-lo no armário.
  •  Deixe a roupa usada na lavanderia da casa, para que ela seja lavada.
  •  Tome banho assim que guardar as compras.
  •  Não esqueça de lavar as mãos várias vezes ao dia e, caso não seja possível, utilize o álcool em gel.

Na hora do parto...

Dra. Mariana informa que os próprios hospitais recomendam o mínimo de pessoas na sala de parto, neste período de pandemia. Apenas a médica e uma assistente – sem a presença de doulas e até de enfermeiras – está sendo o protocolo adotado para o parto. O acompanhante da mãe tem sua saúde avaliada antecipadamente, já que pessoas que voltaram de viagem recentemente ou que têm alguma suspeita de contaminação não podem presenciar o nascimento do bebê. “Visitas ao recém-nascido também estão proibidas nos hospitais e eu recomendo fortemente que não sejam feitas nas casas também, de maneira que a doença não se propague”.

A Dra. Mariana Rosario diz que, neste momento, a gestante deve ficar em casa o máximo que puder. “Principalmente no final da gestação, é necessário que ela se mantenha em casa o máximo possível e se preserve. Se puder fazer suas compras online, melhor, para não ter contato com o público externo”, finaliza.

Sobre a Dra. Mariana Rosario

Formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosario possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e formação em Longevidade pela ABMAE – Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela ELMECO, do professor Elsimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto. É membro do corpo clínico do hospital Albert Einstein, um dos mais renomados do mundo.

Dra. Mariana Rosario – Ginecologista, Obstetra e Mastologista. CRM- SP: 127087. RQE Masto: 42874. RQE GO: 71979.
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